segunda-feira, 20 de abril de 2009

Politicamente (in)correcto - 1 (Os terrenos)

Vou começar hoje uma série de artigos de opinião, que mais não são do que a minha forma de ver as coisas boas e as menos boas, com que nos deparámos nas provas.
Não sendo eu uma autoridade na matéria, nem tão pouco referência ao nível Nacional, vale apenas o que vale e é apenas a minha opinião.
Como por vezes poderei ter opiniões contrárias ao usual funcionamento das ditas, adoptei o título: "Politicamente (in)correcto".

O primeiro artigo será sobre os terrenos.
Não é segredo que os terrenos aqui no norte são complicados, sobretudo no Minho e Douro Litoral. Trás-os-Montes já tem terrenos melhores e as Beiras alternam entre os bons e os maus. Estes melhoram a olhos vistos quando descemos para sul, sendo o Alentejo, Ribatejo e Algarve, onde existem os melhores.
Se os terrenos podem não ajudar, menos ainda ajuda uma má escolha. São férteis a más opções, quer por não haver outra alternativa, quer por não ter havido o cuidado necessário.
Uma vez que a maior parte das vezes estamos condicionados aos campos de treino de caça já existentes, deveria haver o cuidado de avaliar da sua qualidade para a prática da caça com cão de parar. Afinal é disso que se trata! Já me deparei com terrenos que eram apenas e simplesmente totalmente impraticáveis, sendo os cães e concorrentes obrigados a fazerem autenticas gincanas e provas de obstáculos entre tojos, pedregulhos e lenha derrubada. Não nos esqueçamos que, preferencialmente, os terrenos deveriam ser escolhidos como bons terrenos cinegéticos e não apenas como um espaço onde (pelas suas características), nunca existiu caça, sobretudo perdizes.
Tenho consciência da dificuldade em arranjar entidades que patrocinem e organizem estes eventos, no entanto com um pouco mais de boa vontade, há sempre a possibilidade de pedirem autorização para fazerem um campo de treino temporário, num local apropriado. Dá mais trabalho? Pois dá, mas não valerá a pena? Não aumentará o espectáculo para quem se desloca e quer ver a prova? Não poderemos, inclusive, ir aumentando o nº de adeptos?
Já me disseram um dia, que um cão tem de caçar em qualquer terreno. Poderá ser, mas não acredito que em situação de caça real, alguém se meta a caçar naqueles tipos de (mau) terreno, até porque nem a caça se mete lá.
Fica aqui o meu apelo às entidades organizadoras destes eventos: tentem arranjar os melhores terrenos em cada região, mesmo que tenham de pedir campos temporários. A modalidade agradece, os concorrentes agradecem e (sobretudo), os nossos canitos agradecem.