segunda-feira, 29 de maio de 2017

Considerandos



Quando iniciei o Blogue Santo Huberto, o meu principal objectivo era este vir a ser uma fonte de informação sobre as provas que se iam realizar. Nesse tempo (e a maior parte das vezes), quando se tinha conhecimento destas, as mesmas já tinham acontecido.
Com o tempo fui disponibilizando mais informação. Foram os regulamentos, os estalões de trabalho das várias raças, os resultados, fotografias, vídeos, etc. 

Como sempre fui mais de intervir do que de assistir sentado, houve um altura em que tive a veleidade de pensar que manisfestando a minha opinião poderia, de alguma forma, ajudar a melhorar algumas  das coisas que me pareciam menos correctas. Isso apenas me valeu arranjar alguns inimigos, que não entendendo de que apenas se tratavam de opiniões pessoais (e que valiam o que valiam), acharam que eu estaria a pôr em causa o seu estatuto e/ou Status Quo. Parece que cada opinião que eu dava, era sempre para atingir alguém. Pois, porque havia sempre alguém a quem a carapuça servia...

Como não ando no Santo Huberto para arranjar inimizades, muito pelo contrário, e sendo conhecedor da natureza humana, acabei com as publicações do "Politicamento in-correcto". Serviram, contudo, para aprender e conhecer algumas pessoas na sua verdadeira essência. E quando digo pessoas, refiro-me até a alguns concorrentes.
Bom, o que lá vai, lá vai. Não sou de carpir máguas e a água nunca passa duas vezes por de baixo da mesma ponte.

Presentemente limito-me a anunciar as provas e os seus resultados. Coisa inócua, mas que ainda assim às vezes gera controvérsia. Aprendi a guardar para mim os meus pensamentos (embora por vezes não seja fácil), partilhando-os apenas com os mais próximos.
Reconheço que o Santo Huberto atravessa uma fase algo conturbada. Alguns dos seus problemas são universais, porque têm a haver com natureza humana. Aliás, diria até que são transversais, pois reflectem um pouco a sociedade em que vivemos. Mas o que me custa mesmo, é que alguns dos problemas ainda são os mesmos de há 10 anos atrás. E outros regressaram, depois de já terem sido banidos.

Somos um país pequeno, mas não é preciso sermos pessoas "pequenas", nem pensar pequeno. Sou adepto do diálogo. Será muito difícil as pessoas (organizadores, concorrentes, juízes), sentarem-se à mesma mesa e falarem? Será algo tão complicado que não possa ser executado?
A nossa capacidade de diálogo esgota-se nos silêncios e/ou nos monólogos. As tentativas de arregimentar apoios, por vezes, apenas criam ilhas que nos isolam. 
Façam o que fizerem, não usem o Santo Huberto como arma de arremesso.

Citando Fernando Pessoa: "Pedras no meu caminho? Guardo-as todas, um dia vou construír um castelo"
Pois eu diria: Pedras no meu caminho? Guardo-as todas. Um dia vou contruír uma ponte!

Saudações santo-hubertistas e lembrem-se que, na hora do "passa culpas", há algumas coisas que apenas dependem de nós.