sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Santo Huberto, para além da competição



O Santo Huberto pode ser muito mais do que apenas uma prova de caça. Para além de todas as virtudes que já lhe são reconhecidas, refiro-me ao incentivo do desportivismo, das boas práticas e à relação do binómio caçador/cão, também pode, e deve, ser um factor de integração e divulgação do interior do país.



Sabemos que existe uma desertificação do interior a favor do litoral. A população dessas regiões está envelhecida e há falta de motivos que possam levar a um fluxo inverso. Ainda que seja ocasional, como é o caso do turismo, há que procurar que essas regiões consigam atrair visitantes. É aqui que o Santo Huberto pode ser importante, dando a conhecer as zonas mais recônditas do país. Foi através das minhas viagens para participar nas provas que tive a oportunidade de conhecer locais que nem sabia existirem e que, de outra forma, seria muito difícil vir a visitar. 




A alguns desses voltei lá posteriormente apenas como turista. Poderá ser uma boa aposta para as autarquias como forma de divulgação da sua região e do seu património.
O Santo Huberto acaba por ser, também, uma actividade em família.






 O Santo Huberto é uma actividade que se desenvolve durante 12 meses por ano. Parte desses meses serão meses de baixa actividade no respeita à possível atração de visitantes. 





A nossa cultura é muito rica. Desde a gastronomia, aos costumes locais, à paisagem em si, etc. Existem um sem numero de actividades que podem, e devem, ser divulgadas. 



A industria hoteleira, através do alojamento rural e da gastronomia, será talvez o ponto mais visível, mas também o artesanato, a venda de produtos locais dos pequenos produtores, a divulgação dos usos e costumes, tudo isso pode beneficiar da visita de quem se desloca para fazer as provas. E depois, mas para mim em primeiro lugar, dar a conhecer as suas gentes!








Somos um povo riquíssimo no que respeita à hospitalidade. Faz parte do nosso património genético. Sabemos e gostamos de receber como ninguém.
Divulgar, acarinhar e usufruir de tais benesses é um privilégio de apenas alguns.










Numa época em que a actividade da caça é tão constada por certas franjas da sociedade mais desinformadas e cujas organizações do sector se debatem com graves problemas económicos, talvez seja uma boa ideia tentar sensibilizar os autarcas para esta realidade. Promoverem e apoiarem uma actividade que "leva gente" até si, poderá ser uma boa aposta para os seus concelhos. 
E quem gosta, sempre volta!