quinta-feira, 2 de maio de 2019

Campeonato Nacional da CNCP

 


O actual figurino da Campeonato Nacional da CNCP está, na minha opinião, condenado à asfixia e necessita de um upgrade urgente. Continuar a empurrar o problema com a barriga, para além de não ser solução, apenas levará a que os concorrentes se cansem da situação e deixem de participar.

O actual regulamento já tem muitos anos e, tirando pequenos retoques de cosmética, nunca teve alterações que acompanhassem a evolução (ou "involução"), que têm vindo a sofrer as federações de caçadores que fazem parte da CNCP.
A CNCP continua a apresentar como suas associadas, federações que estão inactivas (FCEDM), ou então não organizam provas de Santo Huberto (FCCPDV e FEDERCAÇA). Quer isso dizer que, um terço das federações não faz provas de Santo Huberto e não se faz  representar na final do CN. Em consequência disso, os concorrentes têm sido obrigados a se agruparem (amontoarem...) nas restantes federações, algumas delas até muito longe de sua área de residência. Esse facto, só por si, não seria tão grave se a formula de apuramento para a final não se mantivesse a mesma, apenas 3 apurados por federação. Assim, o que acontece é que "cada vez mais haverão menos" concorrentes na fase final e mais a ficarem pelo "caminho". 
Chamem-me o que quiserem, mas para mim uma final deve ser uma festa com muita gente. Um fim de semana de convívio e o corolário de uma época para a modalidade. Um campeonato é tão "Grande", quanto o numero de envolvidos.

Penso que será urgente haver um novo regulamento que esteja adaptado à actual realidade. É inegável que todas as federações se batem com problemas financeiros. Não vamos querer tapar o sol com a peneira e fazer de conta que está tudo como era há 10 anos atrás. Os campeonatos regionais implicam um grande esforço por parte das federações que, já por si, vivem com dificuldades de tesouraria para outras actividades. Se não fossem alguns clubes e associações que ainda vão apadrinhando as provas, estas seriam incomportáveis, uma vez que o valor das inscrições não suporta todos os custos das mesmas. 

Sem a paixão que ainda há quem sinta pela modalidade, o Santo Huberto, tal como o conhecemos, já teria acabado. É nesse sentido que eu faço esta reflexão e um apelo a quem de direito. 
Com certeza que não será fácil, nem haverá soluções perfeitas, mas pelo menos há que tentar. Começar por uma nova orgânica do campeonato (regulamento) é, a meu ver, importante e urgente. 

Esta é apenas a minha opinião pessoal e vale o que vale. Escrevo, uma vez mais, aquilo que já ando a dizer há muito tempo. Sei que haverá sempre quem interprete isto como o um ataque a este, ou aquele. Nada mais errado! Estas palavras não são um ataque a ninguém, são, isso sim, um último apelo.
No próximo sábado realiza-se mais uma edição da Taça Dr. Arménio Lança. No dia em que é homenageado aquele que foi o grande precursor e principal dinamizador das provas de Santo Huberto em Portugal e na CNCP, que bom seria haver novidades.

PS: Prometo que não voltarei a este assunto. Acho que quando há vontade arranjam-se soluções.