Regulamentos das provas

  CAMPEONATO NACIONAL DE SANTO HUBERTO (CNCP)
REGULAMENTO

Artigo 1º
OBJECTIVOS

São objectivos do Campeonato Nacional (CNCP) de Santo Huberto, para caçadores com cão de parar, promover o espírito desportivo do caçador, formá-lo na correta prática do ato cinegético, tendo em consideração os aspectos técnicos, legais e cívicos, a função e utilização do cão de parar, num quadro de respeito pela Natureza e pela ecologia.


Artigo 2º
PARTICIPANTES

Podem participar no Campeonato Nacional (CNCP) de Santo Huberto todos os caçadores que estejam associados em qualquer Clube/Associação, filiado numa qualquer Federação que seja membro da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses, desde que naturais ou residentes na respectiva área de influência da Federação, ou que se tenham associado há pelo menos dois anos. A titulo excepcional e quando convidadas pela direcção da C.N.C.P., podem participar Federações não associadas e concorrentes das regiões autónomas que não tenham federações.


Artigo 3º
ORGÂNICA DO CAMPEONATO

O Campeonato Nacional de Santo Huberto desenvolve-se em três fases. 1ª Fase: fase local – Esta fase contempla as provas organizadas pelos Clubes/Associações e destina-se a apurar os representantes de cada Clube/Associação na 2ª fase. O número de provas desta fase fica ao critério de cada clube e deve ter lugar no período definido no calendário de cada ano. Nesta fase podem participar todos os caçadores que reúnam as condições definidas anteriormente e que se façam acompanhar de cão de parar, independentemente de este estar inscrito em qualquer livro de origens, oficialmente reconhecido. 2ª Fase: fase regional – Esta fase é organizada pelas respectivas Federações Regionais e destina-se a apurar os representantes de cada Federação na 3ª fase. A 2ª fase deverá contemplar um mínimo de três provas, sendo obrigatório a participação de pelo menos em 2 sendo uma destas duas a última prova.
Nesta fase a quando a composição das series e quando existam concorrentes extra campeonato,   quando possível uma serie só com esses extra taça, se tal não for possível os mesmos contarão sempre para efeitos de classificação final .(Ex: um extra fica em 1º e um da taça fica em 2º. Conta 2 pontos para o concorrente regional e nunca 1 ponto por outro não pertencer a essa federação.
Nesta fase serão seleccionados os três representantes da Federação Regional, na 3ª fase. Nesta segunda fase podem participar todos os caçadores apurados na fase anterior e que se façam acompanhar de cão de parar, independentemente de este estar inscrito em qualquer livro de origens, oficialmente reconhecido.
3ª Fase – fase nacional – Esta fase é organizada pela Confederação e atribui o título de Vencedor do Campeonato Nacional (CNCP) de Santo Huberto, e o 2º classificado. São também apurados nesta fase o Clube/Associação e a Federação vencedores por equipas do Campeonato Nacional (CNCP) de Santo Huberto. A 3ª fase contemplará, obrigatoriamente, um mínimo de duas provas. Salvo motivos de força maior, esta fase deverá realizar-se, alternadamente, nas áreas de influência de cada uma das diferentes Federações. Nesta fase podem participar todos os caçadores apurados na fase anterior e que se façam acompanhar de cão de parar inscrito em livro de origens, oficialmente reconhecido. Nesta fase os concorrentes terão sempre realizar a final com o mesmo cão, salvo em casos extremos mas terão sempre de apresentar uma justificação à comissão organizadora e esta pode ou não aceitar, mas terão que decidir sempre no dia da apresentação da referida justificação.


Artigo 4º
SÉRIES

1 - Os concorrentes serão distribuídos em diversas séries que não poderão ter menos de seis nem mais de doze concorrentes.
2 – A distribuição dos concorrentes pelas séries, assim como a ordem de entrada em cada série serão determinadas por sorteio. Poderão se quiserem realizar a ordem de entrada no local da prova por concorrente.
3 – De qualquer forma os dois concorrentes de uma mesma equipa não poderão concorrer na mesma série.

Artigo 5º
JÚRIS

1 – Na fase nacional cada Série será composto por três juízes, sendo obrigatório pelo menos   um juiz internacional escolhidos de entre os juízes de Santo Huberto reconhecidos pela CNCP.
2 – A título excepcional, e desde que razões de força maior o imponham, uma Série poderá ser constituído por dois juízes mas continuará a ser obrigatório pelo menos um ser juíz internacional.
3 – O Presidente do júri será o juiz decano tendo ele o voto de qualidade e responsabilidade máxima.
4- Antes de qualquer prova deverá sempre existir uma pequena reunião entre os juízes que irão julgar para acertar pormenores ex: tempo, quantidade de perdizes ,etc.


Artigo 6º
EXCLUSÕES

1 – Os concorrentes não podem utilizar, cães agressivos ou portadores de qualquer doença contagiosa
 2 – Os cães que já tenham efectuado um percurso não podem ser utilizados por um
outro concorrente, no âmbito da mesma competição.
3- Cadelas que estejam em cio, o concorrente é obrigado a avisar a organização e esta colocará o respectivo concorrente a iniciar a sua prova em último lugar  na respectiva série.
4- Os concorrentes que apresentem cães muito insuficientes, poderão e deverão ser eliminados, devendo o juiz ter uma postura de sensibilidade para o acto atrás referenciado.


Artigo 7º
PERCURSO

1 – O Caçador e o seu cão efectuam um percurso com 15 minutos de duração excluindo o tempo da apresentação e o tempo de indicação do terreno a explorar pelo concorrente.
2 – Sempre que possível, o Presidente do júri colocará à disposição de cada concorrente um terreno que permita a realização do percurso sem interrupção. Nos limites indicados, o concorrente tem o direito de escolher o terreno que quer explorar. Para se elevar a qualidade dos percursos deveremos caminhar no sentido de se realizar as provas em terrenos com tamanho que permitem largar a totalidade das perdizes no inicio da prova, em alternativa pelo menos metade e a outra metade no meio da prova. Terão sempre que ser dado conhecimento aos delegados das federações antes do início dos sorteios o método de colocação das perdizes.
3 – No caso de os juízes verificarem que o terreno útil se esgotará antes do fim do percurso, o tempo necessário à deslocação para outro terreno não será contado para a duração do mesmo.
4 – O caçador levará consigo seis cartuchos, dos quais só poderá disparar quatro e só poderá utilizar ou arma de dois tiros ou arma semi – automática, carregada com dois cartuchos e de preferência deve andar sempre com a arma fechada-
5 – Ele poderá abater e cobrar, no máximo, duas peças de caça das espécies que forem autorizadas.
6 – No caso em que tenha abatido uma peça e não a consiga encontrar, ser-lhe-á permitido, uma só vez, abandonar a busca para tentar atirar e cobrar as duas peças permitidas, penalizando o júri severamente esta perda da peça ferida. Quando tal situação aconteça o júri não poderá atribuir no total dos pontos atribuídos ao caçador mais que a classificação Bom (16a 29).
Se depois de esta perda de peça ferida o concorrente ferir outra, não poderá abater uma terceira sem que antes tenha recuperado uma das duas.
7 – Se o caçador tiver cobrado as suas duas peças e ainda lhe restarem cartuchos, dos quatro que lhe é permitido utilizar, não poderá fazer uso dos mesmos mas deverá continuar o seu percurso com a arma carregada para dar ao júri a possibilidade de apreciar a continuação segurança.
8- Se o caçador derrubar uma perdiz e depois quando o cão a for cobrar esta levantar voo, deverá ser atirada desde que o caçador esteja a distância de tiro mesmo sem ser parada pelo cão, os cartuchos utilizados contaram para os 4 a utilizar. Neste caso o caçador não poderá ter mais na sua apreciação global mais que Bom (16 a 29).


Artigo 8º
INTERRUPÇÃO DO PERCURSO – DESQUALIFICACAÇÃO

1– No caso de um concorrente atirar sobre uma peça não autorizada será eliminado. Será, igualmente, eliminado se atirar sobre uma peça autorizada que se encontre empoleirada ou corra a pé, sem ter sido previamente ferida, ou que se recuse a voar.
2– O júri pode interromper o percurso e eliminar o concorrente se o seu comportamento se revelar perigoso, tanto para ele próprio como para os outros.
3- Se o concorrente usar mais que os 4 tiros que o regulamento permite será eliminado.
4- Se o concorrente abater a terceira perdiz depois de ter já morto e recuperado 2 será igualmente eliminado.
5- Se o caçador atirar sobre uma peça de caça autorizada, sem que esta tenha sido previamente parada pelo seu cão, Excepto no acto de cobrar não poderá obter no total senão os pontos correspondentes à qualificação de “suficiente” ( 11 a 15) no que concerne à apreciação da sua própria atuação como previsto em 11.1, devido à sua falta de desportivismo.
Por outro lado, se abater e cobrar tal peça, não lhe serão atribuídos os pontos previstos.
para “ Tiro: habilidade do caçador”, tal como previsto no Art.º 9º, nº1, a) e b).
6– Em caso de catástrofes naturais extraordinárias e de más condições climatéricas que
impeçam a actividade de caça, o percurso pode ser interrompido pelo presidente do júri,
ouvidos os outros juízes que o acompanhem.


Artigo 9º
PONTUAÇÕES

1 – Tiro: habilidade do caçador (Máximo 20 pontos) 
a) Na condição de ter sido previamente parada pelo cão, cada peça de caça abatida e cobrada com um só tiro valerá....................................................................................................................... + 10 pontos
b) Na condição de ter sido previamente parada pelo cão, cada peça de caça abatida e cobrada com dois tiros valerá..................................................................................................................... + 5 pontos
c) Por cada peça de caça falhada com um tiro ou dois tiros serão deduzidos……….......… - 5 pontos
d) Por cada peça de caça abatida (caída em terra morta ou ferida) e que não seja cobrada serão deduzidos............................................................................................................................. - 10 pontos
e) Por cada peça destroçada………………………………….………………………………….. - 10 pontos
 2 – Por outro lado o júri dispõe de um máximo de 50 pontos que pode atribuir à acção desenvolvida pelo caçador, de acordo com os critérios estabelecidos no Artº 10
3 – Finalmente o júri dispõe de um máximo de 30 pontos para apreciação do trabalho do cão de acordo com os critérios estabelecidos no Art.º 10.


Artigo 10º
CRITÉRIOS DE JULGAMENTO

1 – Com o fim de respeitar uma certa uniformidade de julgamento e com o objectivo de pôr em evidência o espírito de competição e o espírito desportivo e educativo do Campeonato, as normas que se seguem devem ser tidas em consideração de forma particular:
a) Os concorrentes devem terminar o seu percurso, salvo nos casos previstos no Artº 8º,
Tendo por base a habilidade e o comportamento que o concorrente demonstre durante a prova, o júri pode recolher elementos válidos que lhe permitirão atribuir um máximo de 50 pontos;
b) Um máximo de 30 pontos pode ser atribuído à conduta do cão que deve, necessariamente, ser considerado em segundo plano relativamente ao caçador;
c) O número de pontos atribuídos pelas peças de caça abatidas é o resultado de uma soma aritmética, independente de qualquer outra consideração.
2 – As diferentes pontuações atribuídas, de acordo com a), b) e c), são independentes e distintas umas das outras.
Apreciação do caçador
3 – No que concerne ao julgamento sobre a conduta demonstrada pelo concorrente no decorrer do percurso, o júri dispõe de 50 pontos, no máximo, para atribuir da seguinte forma:
1) Exactidão e educação em matéria de caça: 15 pontos, no máximo;
2) Segurança e habilidade: 20 pontos, no máximo;
3) Espírito desportivo: 15 pontos, no máximo.
Caçador que não mate nenhuma peça de caça, independentemente se atirou ou não; não poderá ter mais que a classificação de bom (16 a 29), excepto se for por motivos de segurança.
Por exactidão e educação em matéria de caça considera-se a conduta do concorrente em relação à observação das normas em matéria de caça e a forma de respeitar o ambiente (caçador ecológico).
Em particular, é necessário ter em conta as seguintes normas de conduta:
- O concorrente deve, a todo o momento, estar atento e avaliar as distâncias a que se encontra das estradas e dos imóveis a fim de poder desenvolver normalmente o seu exercício de caça e, em particular, a sua prova;
- O concorrente deverá possuir, na medida adequada, um sentimento de respeito pela propriedade dos outros, sobretudo se considerarmos que habitualmente o exercício de caça tem lugar em terrenos propriedade de terceiros; é necessário, por isso, ter em conta o cuidado com que o concorrente procurará evitar danos tanto aos outros como a si mesmo.
- Será muito importante a relação entre o caçador e o seu cão e a forma de o conduzir deverá dar ideia de uma verdadeira equipa.
As reacções em caso de faltas graves e de faltas do cão serão, igualmente, avaliadas. Por segurança e habilidade entender-se-á a observação das normas de segurança no decurso da prova, a fim de não pôr em risco a própria vida e integridade física e a dos outros, assim como o conjunto dos conhecimentos técnicos revelados, tendo em vista o melhor sucesso na prova.
Em particular, é necessário ter em conta as normas de conduta seguintes:
- Ter-se-á em conta a forma de transportar a arma: Preferência canos sempre na vertical, nunca muito tempo agarrada só com uma mão e quando estiver próximo do júri ou de outros intervenientes na prova terá que estar sempre aberta e descarregada.Considera-se falta grave o facto de transportar a arma em posição de tiro, tanto mais se o dedo estiver sobre o gatilho, mesmo sobre o guarda mato será uma falta grave.
- Será considerada, também, a atitude que o concorrente adopte no momento de saltar uma vala ou transpor um muro ou na proximidade de terrenos perigosos onde será preferível que o caçador retire os cartuchos da arma e verifique os canos; Sempre que abrir a espingarda deverá tirar os cartuchos e olhar para o interior dos canos de forma a ser visível pelo juiz.
- Considera-se, também, como falta grave a utilização da arma para espantar a caça dos arbustos;
- Ter-se-á em conta, face ao grau de dificuldade, a conduta do concorrente que tiver sinalizado prontamente a peça e decidido, de uma maneira adequada, fazer o seu percurso em zona arborizada ou mais ou menos acidentada;
- Ter-se-á igualmente em conta, considerando as espécies a caçar, a escolha do tipo de cartucho e da arma que o concorrente utilizar, por isso a obrigação de uma apresentação no início da prova. Esta Apresentação deve ser precisa e concisa nos factores importantes acima referidos.
Por espírito desportivo entende-se a conduta do caçador em relação à caça e ao seu cão. Em particular, ter-se-ão em conta as normas de conduta seguintes:
- Considerar-se-á negativo o comportamento do concorrente que, após ter ferido uma peça de caça, abandone a sua busca,recuperação (só se cair em local praticamente impossível de cobrar, mesmo assim deverá efectuar os possíveis para a recuperar) para ir abater e cobrar as duas peças requeridas, ainda que, de seguida, recupere a primeira peça que havia ferido; Não poderá obter a classificação superior a Bom (16 a 29)
-Cão que durante o seu percurso, que por qualquer razão não consiga encontrar e parar caça não poderá ter a classificação superior a Bom no total da sua apreciação, ( 11 a 15 )
- Considerar-se-á, também, a sua conduta face aos juízes, aos organizadores, e aos outros concorrentes;
- Considerar-se-á falta muito grave o atirar sobre uma peça na direção de pessoas.
- Considerar-se-á falta grave atirar sobre uma peça fora de alcance de tiro
- O júri examinará com muita atenção o estado da caça cobrada, se esta ficou muito danificada pelo tiro (destroçada) aplicará o estipulado no Artº 9, e), -10 pontos.
4 – No caso de uma peça doente ou ferida por outro concorrente ser recuperada  pelo cão, o julgamento considerará, somente, a conduta do cão e a peça não contará para o número de peças autorizadas.
A peça será conservada pelo concorrente que a poderá entregar ao pessoal de serviço que se encontre presente no terreno, caso este exista.
5 – O júri deverá prestar atenção particular ao que poderemos definir como sendo as normas técnicas, tais como, por exemplo: a colaboração entre o concorrente e o seu cão, formar a tal equipa referido no nº3 deste Artigo. A capacidade de escolher e bater todo o terreno indicado pelo juiz preferencialmente a bom vento a fim de poder, rapidamente, referenciar a caça. O observar do maior silêncio durante o seu percurso para se aproximar o mais possível da caça, penalizando o uso do apito ou outro tipo de chamamento exagerado.
6 – Para além destas normas que poderemos considerar, em princípio, como permitindo o desenrolar do percurso o melhor possível, o júri deverá igualmente ter em conta as técnicas desenvolvidas face ao local da prova, às condições atmosféricas, à natureza do terreno e ao tipo de caça que se presume encontrar.  

APRECIAÇÃO DO CÃO

7 – No que concerne à atribuição dos 30 pontos, à disposição do júri para apreciar o comportamento do cão, a acção do sujeito apresentado será avaliada de acordo com os seguintes critérios, por analogia com uma acção de caça:
ENSINO
7.1 – O júri apreciará, considerando um máximo de 15 pontos, a associação harmoniosa que deverá existir entre o caçador e o seu cão; julgará nomeadamente a qualidade do ensino do cão; a sua obediência e eficácia; a regularidade da busca; a imobilidade à saída da peça e ao tiro; a forma como marca a queda da peça; a qualidade do seu cobro e o seu dente doce; o respeito pela caça, quer de pêlo, quer de pena, mesmo se a não tiver parado.
QUALIDADES NATURAIS
7.2 – Igualmente, o júri classificará, num máximo de 15 pontos, a iniciativa do cão e as suas qualidades instintivas para encontrar a caça; o seu estilo que deverá ser inerente à raça, tanto nos andamentos como na paragem e no deslizar; a sua busca e o seu porte de cabeça, as suas faculdades de adaptação ao terreno e a sua prudência face à densidade de caça; a finura do seu nariz.
-Cão que desfaça a paragem e comece a andar de volta ou que depois se coloque a mau vento do local onde se encontra a perdiz não poderá ter classificação superior a bom (11 a 15).
-O cão que se recuse a cobrar a peça abatida não poderá ter classificação superior a Bom ( 11 a 15) no total da sua avaliação.
- Assim como um cão que não cobrar à ordem não poderá ter superior a Muito Bom (16 a 25).
Tal como referido no artigo anterior o cão que não pare pelo menos uma peça de caça (pena ou pêlo) não poderá obter a classificação superior a Bom (11 a 15)


Artigo 11º
TABELA DE CLASSIFICAÇÃO

1 – Com o fim de harmonizar os julgamentos entre as diferentes séries, os juízesutilizarão a seguinte tabela de pontos para atribuição das qualificações:

CAÇADOR
(sobre 50 pontos)
INSUFICIENTE        0 - 10
SUFICIENTE           11 - 15
BOM                        16 - 29
MUITO BOM          30 - 40
EXCELENTE          41 - 50

CÃO
(sobre 30 pontos)
INSUFICIENTE     0 - 4
SUFICINETE         5 - 10
BOM                      11 - 15
MUITO BOM        16 - 25
EXCELENTE        26 - 30


Artigo 12º
CLASSIFICAÇÃO E TÍTULOS

A – Título individual
1. – No caso da existência de duas ou mais séries, para a atribuição do título individual, o primeiro classificado de cada série, desde que tenha obtido sessenta pontos sobre cem (60/100), será chamado a uma “barrage”, que se desenrolará num percurso reduzido a 5 minutos. Esta situação aplica para os 3 primeiros lugares do pódio.
2 – A formação do júri da “barrage” far-se-á da forma seguinte:
-A quando o sorteio das séries na véspera serão logo designados pela comissão organizadora os 3 juízes que irão julgar a Barrage. A presidência desse júri será preferencialmente dada a juízes internacionaise decanos.
- Depois, também, por sorteio, designar-se-ão os outros membros do júri de entre os restantes juízes, de preferência de entre os das outras séries que não a do Presidente nomeado, e se possível um de cada série.
3 – A “barrage” realiza-se a “solo” sobre o mesmo tipo de terreno.
4 – Os concorrentes chamados à “barrage” serão classificados de acordo com a pontuação obtida durante esta única “barrage”.
5 – O título de “Vencedor do Campeonato Nacional (CNCP) de Santo Huberto” não poderá ser atribuído senão a um concorrente que tenha obtido, pelo menos, 60 pontos no seu percurso e na condição de que tenha abatido e cobrado, pelo menos, uma peça de caça no seu percurso. Em caso de “barrage”, o vencedor dessa “barrage” será proclamado “Vencedor do Campeonato Nacional (CNCP) de Santo Huberto” para todo o ano e ser-lhe-á passado um diploma, assim como ao seu cão.
6 – Os primeiros lugares da classificação individual serão atribuídos em função da classificação obtida na “barrage”.
7 – Os lugares seguintes serão apurados em função dos pontos obtidos por cada um dos outros concorrentes das diferentes séries, durante os seus percursos.
8 – Em caso de igualdade de pontos na classificação individual, a preferência será dada por esta ordem até se encontrar desempate: Primeiro concorrente que tenha obtido o melhor resultado na soma da sua apreciação como caçador, segundo melhor classificação individual; terceiro pontos do cão, quarto cão raça portugues , quinto nascido em Portugal e se ainda continuar empatado o cão mais novo em idade e finalmente se for fêmea.( Estas regras do cão serão também utilizadas caso haja um prémio para o melhor cão).
B – Classificação por equipas
9 – A classificação por equipas será estabelecida da forma seguinte:
- o primeiro de cada série receberá 1 ponto;
- o segundo de cada série receberá 2 pontos;
- e assim sucessivamente.
Os pontos assim obtidos pelos dois concorrentes da equipa serão adicionados e será proclamada “ Equipa Vencedora do Campeonato Nacional (CNCP) de Santo Huberto” para o ano em curso, aquela que tenha obtido o menor número de pontos.
10 – Para atribuição do título, em caso de igualdade de pontos na classificação por Equipas o primeiro factor desempate será a classificação do terceiro elemento da equipa que tiver melhor classificação individual.Se continuar empatado será dada à equipa da qual os dois caçadores tenham obtido o maior número de pontos para a apreciação do caçador, conforme o Artº 10º; no caso de persistir a igualdade a preferência será dada à equipa que totalizar mais pontos na apreciação do cão, igualmente nos termos do Artº 10º.


Artigo 13º
RECLAMAÇÕES

1 – Das decisões do júri não haverá apelo;
2 – As reclamações, que não poderão nunca reportar-se sobre os critérios de julgamento seguidos pelos júris, deverão ser feitas por escrito e entregues à Comissão Organizadora pelo representante da Federação a que a equipa ou o concorrente pertença;
3 – A reclamação apresentada contra a participação de um concorrente permite, no entanto, a participação do concorrente, sob reserva;
4 – As reclamações serão apresentadas à Comissão Organizadora até uma hora após o fim da competição (“barrage” incluída); Podendo esta recorrer para a comissão nacional de St. Hubert da C.N.C.P.
5 – As reclamações serão assinadas e coloca a hora de entrada pela Comissão Organizadora;
6 –  A Comissão Organizadora tomará a sua decisão sobre a reclamação, nas 24 horas que se seguirem à hora de entrada;
7 – A proclamação dos resultados, em caso de reclamação, será suspensa até à tomada de decisão sobre a reclamação em causa.


Artigo 14º
PÚBLICO

1 – O público presente na competição deverá comportar-se de forma correta, sem perturbar o desenrolar das provas, nem manifestar qualquer juízo de valor sobre as mesmas. Deverá cumprir as indicações à medida que estas forem dadas pelos delegados técnicos,
pelos organizadores ou pelo pessoal de serviço. Os transgressores serão afastados do local das provas.


Artigo 15º.

Em caso omissos a este regulamento, os concorrentes poderão sempre recorrer no prazo máximo de 1 hora para a Comissão Nacional se Santo Hubert, tendo esta poderes para deliberar sem possibilidade de recurso.

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Regulamento de Juízes de Provas de Santo Huberto
Para Caçador com Cão de Parar (CNCP)



CAPÍTULO I
Organização e Fins


ARTIGO 1º
A Confederação Nacional de Caçadores Portugueses (C.N.C.P.) nomeará uma comissão que se chamará Comissão de Santo Huberto (C.S.H.) composta por 3 elementos: O presidente da direção, que poderá delegar noutro membro da direção; dois juízes, sendo obrigatoriamente um deles internacional.



CAPITULO II
Escalões e admissão de Juízes de Provas de Santo Huberto para Caçador com Cão de Parar


ARTIGO 2º
Categorias de Juízes da C.N.C.P.
- Juiz Tirocinante  - Juiz Regional
- Juiz Nacional
- Juiz Internacional

ARTIGO 3º.
1. Candidato a Juiz -É considerado candidato a Juiz de Provas de Santo Huberto para Caçador com Cão de Parar o indivíduo que manifeste por escrito à Comissão de Santo Huberto da C.N.C.P. esse desejo e que satisfaça as seguintes condições:
a) Resida habitualmente no país.
b) Esteja no gozo pleno dos seus direitos civis.
c) Não esteja sofrendo pena de irradiação, exclusão ou suspensão aplicada por uma entidade ligada ao sector da caça ou da canicultura.
d) Seja detentor de carta de caçador.
e) Tenha pelo menos 25 anos de idade.
f) Seja sócio duma associação filiada numa federação ligada à C.N.C.P.
g) Apresente declaração escrita e assinada em como conhece, acata e aplica os Estatutos, Regulamentos e demais instruções oficiais da C.N.C.P.
h) Preste prova de pelo menos um dos seguintes requisitos:
     -Tenha participado pelo menos em 3 provas de Santo Huberto nos últimos 2 anos.
     -Seja criador de cães de parar, ou treinador/condutor de cães de parar pelo menos no decorrer dos últimos cinco anos.
    -Tenha sido Comissário em Prova pelo menos 3 vezes nos últimos 2 anos.
i) Na falta dos requisitos da alínea anterior poderá ser indicado por um juiz Internacional, que deverá formalizar por escrito o respetivo pedido de candidatura à Comissão Santo Huberto da C.N.C.P.

2. A Comissão de Santo Huberto da C.N.C.P. terá um prazo máximo de 3 meses após a data da receção dos documentos referidos no número anterior, para se pronunciar por escrito, em relação ao pedido apresentado.


ARTIGO 4º
Juiz Tirocinante -É considerado Juiz Tirocinante o candidato a Juiz que tendo já obtido aprovação no teste teórico escrito esteja habilitado a efetuar os tirocínios adiante estipulados.


ARTIGO 5º.
1. O teste teórico (escrito) compreende os seguintes temas:
a) Estalões de Trabalho de Cães de Parar. 
b) Cinegética
c) Segurança básica com armas de caça.
d) Princípios e técnicas de julgamento.
e) Regulamento nacional e internacional de Santo Huberto
2. O teste teórico é da exclusiva responsabilidade da Comissão de Santo Huberto tanto em termos de realização como de avaliação, deverá ser realizado no máximo seis meses após a data de entrada da documentação do candidato.


ARTIGO 6º.
O tirocínio consiste em:
1. Participação em seis Provas Oficiais de Santo Huberto na qualidade de Juiz Tirocinante com apresentação de relatórios escritos sobre os concorrentes da série, indicados pelo juiz, da respetiva série, que teve oportunidade de acompanhar.
a) Provas Oficiais são todas aquelas que após pedido tenham sido autorizadas pela C.S.H.
b) As Provas Oficiais obrigam à elaboração de um relatório por parte da organização da prova onde conste os resultados.
2. Apenas os Juízes Nacionais ou Internacionais estão habilitados a emitir pareceres sobre os relatórios (tirocínios) dos Juízes Tirocinantes
2. O Tirocinante deverá apresentar ao Juiz da série, uma sucinta apresentação oral no final de cada prestação.
3. Os relatórios escritos deverão ser entregues ao Juiz que julgou a série antes da divulgação final dos resultados.
4. O Juiz que julgou a série em que o tirocinante atuou, deverá emitir parecer escrito sobre a atuação desse tirocinante, tendo presente a sua apresentação oral imediata e o relatório escrito que lhe foi entregue pelo tirocinante.
5.O Juiz deverá enviar o seu parecer e o relatório do tirocinante para a C.S.H no prazo máximo de oito dias a contar da data da prova.


ARTIGO 7º.
Juiz Regional
O Juiz tirocinante que obteve aprovação em todos os tirocínios será proclamado Juiz Regional.


ARTIGO 8º.
O Juiz Regional após ter julgado 10 provas oficiais, deverá solicitar por escrito à C.S.H. o pedido de mudança de categoria e submeter-se à realização dum teste prático.


ARTIGO 9º.
1. O teste prático tem que ser realizado no terreno de provas e na presença de pelo menos um Juiz internacional de Provas de Santo Huberto da confederação que avaliarão os conhecimentos e a atuação do Juiz Regional e decidirão se está apto ou não a ser juiz Nacional.
2. Este teste é constituído pela observação de pelo menos 4 conjuntos (caçador/cão).  
3. De cada uma das observações será efetuado um relatório escrito.


ARTIGO 10º.
Juiz Nacional
O Juiz Regional que obteve aprovação no teste prático será proclamado Juiz Nacional.


ARTIGO 11º.
Juiz internacional
Um Juiz Nacional após ter julgado 10 provas oficiais de Santo Huberto, se cumulativamente for Juiz de Nacional de Provas para Cães de Parar do Clube Português de Canicultura deverá solicitar por escrito à C.S.H. a pretensão de passar a juiz internacional.


ARTIGO 12º
O juízes de Provas de Santo Huberto para Caçador com Cão de Parar de qualquer categoria, reconhecidos pela C.N.C.P., mas que não tenham julgado durante um período de 4 anos ou mais, no caso de quererem continuar a manter a categoria de juiz em que se encontrava aquando do seu último julgamento, terão que se submeter a um novo teste prático.


ARTIGO 13º.
Os Juízes de Provas de Santo Huberto para Caçador com Cão de Parar estrangeiros que passem a residir em Portugal, para poderem atuar como Juízes no nosso País, terão que provar oficialmente que estão reconhecidos no seu País de origem.
Após cumprido este formalismo o seu nome será incluído na lista de Juízes de Provas de Santo Huberto Para Caçador com Cão de Parar na C.N.C.P., passando a reger-se pelo presente regulamento.




CAPÍTULO III
Direitos e Deveres dos Juízes


ARTIGO 14º
Só os Juízes inscritos no “Livro de Juízes de Provas de Santo Huberto para Caçador com Cão de Parar” são competentes para fazer julgamentos, que serão feitos sob sua inteira responsabilidade e segundo as normas regulamentares. Em função oficial, só eles são competentes para atribuir aos conjuntos, classificações e propor prémios e Títulos de Campeonato.


ARTIGO 15º
As decisões dos Juízes são soberanas, salvo se houver má interpretação ou infração dos Regulamentos.


ARTIGO 16º
Os Juízes têm individualmente o direito de propor à Comissão de Santo Huberto da C.N.C.P. o que julgarem conveniente. Estas propostas serão analisadas pela Comissão que lhes dará a devida resolução, ou no caso de excederem as competências as enviará à Direção.


ARTIGO 17º
É interdito o uso da qualidade de Juiz de Provas de Santo Huberto para Caçadores com Cão de Parar da C.N.C.P. em Provas que não sejam da sua organização, não tenham a sua autorização mesmo que se efetuem de acordo com os Regulamentos da C.N.C.P.
Único -É da responsabilidade do Juiz certificar-se ao aceitar julgar numa Prova ou Concurso que esse evento é organizado com a autorização da C.N.C.P.


ARTIGO 18º
Os Juízes devem sempre ser conscienciosos e prudentes no seu trabalho e respeitar as regras convencionais e deontológicas em relação aos outros Juízes.


ARTIGO 19º
Durante o julgamento é vedado aos Juízes praticarem atos estranhos à função exclusiva que estão a desempenhar.


ARTIGO 20º
Os Juízes só e exclusivamente podem ser inquiridos ou interpelados pela comissão de Santo Huberto, relativamente aos seus julgamentos, salvo se tratar de infração disciplinar.


ARTIGO 21º
A dar-se contestação um julgamento, caberá à Comissão Organizadora da Prova dar-lhe a solução adequada, se possível. Caso isto não se verifique a contestação será enviada à Comissão de Santo Huberto.


ARTIGO 22º
Os Juízes que por motivo de força maior não possam atuar numa Prova para que foram convidados, devem comunicar este facto com a possível antecedência à Comissão Organizadora.



  CAPÍTULO IV
Comportamento e Procedimento dos Juízes


ARTIGO 23º
Nenhum Juiz poderá julgar um conjunto cujo cão tenha sido criado ou vendido por ele à menos de 12 meses.


ARTIGO 24º
No terreno, o Juiz deve ter um comportamento correto e examinar por igual todos os conjuntos procurando ser compreensivo e atencioso.


ARTIGO 25º
Durante o julgamento o Juiz deverá estar no pleno uso das suas faculdades.


ARTIGO 26º
Em caso algum, um Juiz deve solicitar que o convidem para julgar.


ARTIGO 27º
O Juiz não deverá comentar julgamentos de outros Juízes.


ARTIGO 28º
Um Juiz poderá julgar um máximo de duas séries por dia, fazendo um relatório sucinto individual para cada conjunto


ARTIGO 29º
Os Juízes são a única autoridade responsável no terreno onde actuam. Em caso do Júri ser formado por dois ou mais Juízes, caberá ao decano desse Júri a presidência e a responsabilidade máxima no julgamento da Prova. Em caso de o júri ser formado por um número par de juízes cabe ao presidente do Júri o voto de qualidade.


ARTIGO 30º
Os Juízes devem ser bem-educados e atenciosos com os Concorrentes e conceder a todos a mesma atenção.


ARTIGO 31º
Os Juízes devem procurar cumprir o horário estabelecido para os julgamentos. Os Juízes devem fazer a chamada dos condutores no início da série que irão julgar. Os Juízes não podem alterar as ordens de julgamento decorrentes do sorteio.

ARTIGO 32º
Terminado o julgamento de uma série e atribuídas as classificações pelo Júri, os resultados não podem ser alterados.
  
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Regulamento do Campeonato Nacional (FENCAÇA)

                                      FENCAÇA- FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CAÇA
                                REGULAMENTO CAMPEONATO NACIONAL DE SANTO HUBERTO
                                           CAMPEONATO NACIONAL DE SANTO HUBERTO
 
CAPÍTULO I DO CAMPEONATO
 
Artigo 1º OBJECTIVOS 
São objetivos do Campeonato Nacional de Santo Huberto, para caçadores com cão de parar, promover o espírito desportivo do caçador, formá-lo na correta prática do ato cinegético, tendo em consideração os aspetos técnicos, legais e cívicos, a função e utilização do cão de parar, num quadro de respeito pela Natureza e pela ecologia.
 
Artigo 2.º ORGANIZAÇÃO
1 – O Campeonato Nacional de Santo Huberto é organizado pela FENCAÇA – Federação Portuguesa de Caça. 2 – Na Organização do Campeonato podem participar ainda como entidades co-organizadoras as associados na região onde ocorre o respetivo apuramento regional.
3 – A implementação dos Campeonatos bem como a resolução das matérias emergentes da interpretação dos regulamentos e a indigitação dos juízes compete ao Presidente da FENCAÇA que pode delegar em um elemento á sua escolha.
 
Artigo 3º ORGÂNICA DO CAMPEONATO
1 – O Campeonato Nacional de Santo Huberto desenvolve-se em duas fases: uma regional e outra nacional. 2 – Fase Regional:
a) – A fase regional apura os representantes de cada Região Cinegética e das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira para a final do Campeonato Nacional;
b) – Na fase regional são apurados, por Região Cinegética e Região Autónoma, para participar na final nacional um concorrente por cada parcela até 5 inscritos.
c) – O apuramento a que se refere a alínea anterior consta de duas provas, realizadas num fim-de-semana;
d) – Os concorrentes apurados serão os representantes da região na fase final. Na impossibilidade da sua presença na final, serão substituídos até a um máximo de 2 lugares abaixo do último apurado. Podem ser avaliados de forma extraordinária, impossibilidades devidamente justificadas.
3 – Fase Nacional:
a) – A fase nacional, à qual concorrem os representantes apurados na fase regional em cada Região Cinegética e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, é constituída por duas provas, realizadas num fim-de-semana;
b) – A fase nacional apura o Campeão e Vice-Campeão Nacional que representarão Portugal no Campeonato do Mundo de Santo Huberto,
c) – Na impossibilidade do Campeão ou Vice-Campeão Nacional, por razões de força maior, se virem impedidos de participar na final do Campeonato do Mundo serão substituídos pelos concorrentes que
se lhes seguirem na classificação final do Campeonato Nacional a equipa será constituída pela ordem da classificação obtida imediatamente a seguir na Final do Campeonato Nacional.
4 – As diferentes provas, quer na fase regional, quer na fase nacional, devem ser devidamente publicitadas através de programa que indicará o local da realização das provas, o local e hora da concentração, assim como outras informações que se afigurem necessárias;
5 – As inscrições para as fases regionais terão que ser feitas até cinco dias da data da realização da prova na região a que respeita, assim como o respetivo pagamento nos locais para tal, indicados no programa.
6 – O sorteio de constituição das séries e dos seus juízes será público.
a) A constituição dos júris manter-se-á nos dois dias de prova, assim como a constituição das séries.
b) Os júris permanecem no mesmo terreno nos dois dias de prova. As séries mudam de terreno entre o primeiro e o segundo dia de prova. No caso de as provas serem em locais diferentes serão sorteados os terrenos e os juízes julgaram uma série diferente.
c) O sorteio da ordem de entrada em prova será feito de novo para o segundo dia de prova.
 
Artigo 4º PARTICIPAÇÃO
1 – Podem participar na fase regional, todos os concorrentes que satisfaçam os seguintes requisitos:
a) – Ter nacionalidade portuguesa; b) – Ser portador da documentação legalmente exigida para a prática do ato venatório quer para o caçador quer para o cão; c) – Utilizar um cão de parar (inscrito no 7º grupo), inscrito no L.O.P. ou R.I, no caso de não existir este documento, serão excluídos da representação nacional no Campeonato do Mundo; d) – Efetuar o pagamento da taxa de inscrição; e) – Submeter-se ao disposto no presente regulamento.
2 – Na fase regional, cada caçador e cada cão só pode participar em uma prova de apuramento regional.
3 – Salvo acidente ou doença súbita devidamente atestada por médico veterinário, o caçador não poderá utilizar no segundo dia cão diferente do primeiro dia.
4 – Caso se verifique a falta de algum dos requisitos constantes nos números anteriores a sua inscrição e/ou classificação poderá ser suspensa e/ou anulada.
5 – Na fase Nacional os concorrentes só podem participar com o mesmo cão da fase regional, salvo o expresso no ponto 3 deste artigo.
 
Artigo 5º JÚRI
1 – Para efeitos de julgamento das provas de Santo Huberto do Campeonato Nacional, a FENCAÇA nomeará os juízes de Santo Huberto, para cada prova;
2 – O júri de cada série de quaisquer provas do Campeonato Nacional de Santo Huberto deve ser constituído por um mínimo de dois juízes.
3 – Nas fases nacional e regional o júri pode fazer-se acompanhar por juízes tirocinantes.
 
Artigo 6º DIRECTORES DE PROVA
1 – A designação do(s) Director(es) de prova(s) é da competência da FENCAÇA;
2 – O(s) Director(es) de provas têm por missão:
a) – Supervisionar e executar todas as diligências que considere necessárias ao correto desenvolvimento das provas e representações oficiais, com o objetivo de prestigiar e elevar a modalidade e, zelar pelo bom-nome dos Campeonatos e das entidades organizadoras, assim como presenciar os sorteios e garantir a entrada em prova dos concorrentes.
 
Artigo 7º INSCRIÇÕES
1 – Cada concorrente não se pode inscrever em mais do que um apuramento na fase regional;
2 – A inscrição deve respeitar o previsto no n.º 6 do artigo 3.º e ser realizada no local ou locais anunciados no respetivo programa;
3 – No ato de inscrição o concorrente deve declarar cumprir os requisitos previstos no artigo 4.º e proceder ao pagamento da respetiva taxa de inscrição;
 
Artigo 8º CLASSIFICAÇÃO
1 – Para apuramento da classificação dos concorrentes no Campeonato, fase regional, proceder-se-á da seguinte forma:
a) – Ao primeiro de cada série será atribuído um ponto, ao segundo dois pontos, ao terceiro três pontos e assim sucessivamente;
b) – A classificação será obtida pela ordem inversa dos pontos obtidos, isto é, o que somar menos pontos será o 1.º e assim sucessivamente;
c) – Igual procedimento será adotado na final do Campeonato para apuramento do Campeão e Vice-Campeão Nacional.
2- A desclassificação de um participante dará lugar a uma pontuação de 13 pontos.
 
Artigo 9º TÍTULOS
1 – O primeiro e segundo classificados na fase regional assumem, respetivamente, os títulos de Campeão Regional e Vice-Campeão Regional da respetiva Região ou Região Autónoma;
2 – O primeiro e segundo classificados na final do Campeonato Nacional assumem, respetivamente, os títulos de Campeão e Vice-Campeão de Portugal.
CAPÍTULO II DA ORGÂNICA DAS PROVAS
 
Artigo 10.º SÉRIES
1 - Os concorrentes serão distribuídos em diversas séries, no caso de haver 11 ou menos concorrentes estes constituirão uma série, de 12 a 22 concorrentes haverá duas séries, de 23 a 33 serão formadas três séries e assim sucessivamente.
2 – A distribuição dos concorrentes pelas séries, assim como a ordem de entrada em cada série serão determinadas por sorteio público e secreto.
 
Artigo 11.º JÚRIS
1 – O júri será composto por, pelo menos dois juízes indicados 2 –O Presidente do júri será designado pela FENCAÇA .
 
Artigo 12.º EXCLUSÕES
1 – Os concorrentes não podem utilizar cadelas em cio, cães agressivos ou portadores de qualquer doença contagiosa. 2 – Os cães que já tenham efetuado um percurso não podem ser utilizados por um outro concorrente, no âmbito da mesma competição.
 
Artigo 13.º
PERCURSO
1 – O Caçador e o seu cão efetuam um percurso de quinze minutos de duração, mais o tempo da sua apresentação. 2 – Sempre que possível, o Presidente do júri colocará à disposição de cada concorrente um terreno que permita a realização do percurso sem interrupção. Nos limites indicados, o concorrente tem o direito de escolher o terreno que quer explorar.
3 – No caso dos juízes verificarem que o terreno útil se esgotará antes do fim do percurso, o tempo necessário à deslocação para outro terreno não será contado para a duração do mesmo.
4 – O caçador levará consigo seis cartuchos, dos quais só poderá disparar quatro e só poderá utilizar ou arma de dois tiros ou arma semi – automática, carregada com dois cartuchos.
5 – Ele poderá abater e cobrar, no máximo, duas peças de caça das espécies que forem autorizadas. 6 – No caso em que tenha abatido uma peça e não a consiga encontrar, ser-lhe-á permitido, uma só vez, abandonar a busca para tentar atirar e cobrar a segunda peça permitida, penalizando o júri severamente esta perda da peça ferida.
Se depois de esta perda de peça ferida o concorrente ferir outra, não poderá abater uma terceira sem que antes tenha recuperado a segunda.
7 – Se o caçador tiver cobrado as suas duas peças e ainda lhe restarem cartuchos, dos quatro que lhe é permitido utilizar, não poderá fazer uso dos mesmos, mas deverá continuar o seu percurso com a arma carregada para dar ao júri a possibilidade de apreciar a continuação da sua atividade de caça.
 
Artigo 14.º INTERRUPÇÃO DO PERCURSO – DESQUALIFICACAÇÃO
1 – No caso de um concorrente atirar sobre uma peça não autorizada será eliminado. Será, igualmente, eliminado se atirar sobre uma peça autorizada que se encontre empoleirada ou corra a pé, sem ter sido previamente ferida, ou que se recuse a voar.
2 – O júri pode interromper o percurso e eliminar o concorrente se o seu comportamento se revelar perigoso, tanto para ele próprio como para os outros.
3 – Se o caçador atirar sobre uma peça de caça autorizada, sem que esta tenha sido previamente parada pelo seu cão, não poderá obter mais do que quinze pontos (“suficiente”).
4 – Em caso de catástrofes naturais extraordinárias e de más condições climatéricas que impeçam a atividade de caça, o percurso pode ser interrompido pelo presidente do júri, ouvidos os outros juízes que o acompanhem.
 
Artigo 15.º PONTUAÇÕES
1 – Tiro: habilidade do caçador (Máximo 20 pontos)
a) Na condição de ter sido previamente parada pelo cão, cada peça de caça abatida e cobrada com um só tiro valerá..................................................................... + 10 pontos b) Na condição de ter sido previamente parada pelo cão, cada peça de caça abatida e cobrada com dois tiros valerá....................................................................... + 5 pontos c) Por cada peça de caça falhada com um tiro ou mais tiros serão
FENCAÇA- FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CAÇA
deduzidos.................................................................. - 5 pontos d) Por cada peça de caça abatida (caída em terra morta ou ferida) e que não seja recuperada…………….………………………-10 pontos 2 – Por outro lado o júri dispõe de um máximo de 50 pontos que pode atribuir à Ação desenvolvida pelo caçador, de acordo com os critérios estabelecidos no art.º 10.º 3 – Finalmente o júri dispõe de um máximo de 30 pontos para apreciação do trabalho do cão de acordo com os critérios estabelecidos no Art.º10.º
 
Artigo 16.º CRITÉRIOS DE JULGAMENTO
1 – Com o fim de respeitar uma certa uniformidade de julgamento e com o objetivo de por em evidência o espírito de competição e o espírito desportivo e educativo do Campeonato, as normas que se seguem devem ser tidas em consideração de forma particular:
a) Os concorrentes devem terminar o seu percurso, salvo nos casos previstos no art.º 8.º, n.º 4. Tendo por base a habilidade e o comportamento que o concorrente demonstre durante a prova, o júri pode recolher elementos válidos que lhe permitirão atribuir um máximo de 50 pontos;
b) Um máximo de 30 pontos pode ser atribuído à conduta do cão que deve, necessariamente, ser considerado em segundo plano relativamente ao caçador;
c) O número de pontos atribuídos pelas peças de caça abatidas é o resultado de uma soma aritmética, independente de qualquer outra consideração.
2 – As diferentes pontuações atribuídas, de acordo com a), b) e c), são independentes e distintas umas das outras.
Apreciação do caçador
3 – No que concerne ao julgamento sobre a conduta demonstrada pelo concorrente no decorrer do percurso, o júri dispõe de 50 pontos, no máximo, para atribuir da seguinte forma:
1) Exatidão e educação em matéria de caça: 15 pontos, no máximo;
2) Segurança e habilidade: 20 pontos, no máximo;
3) Espírito desportivo: 15 pontos, no máximo.
Por exatidão e educação em matéria de caça considera-se a conduta do concorrente em relação à observação das normas em matéria de caça e a forma de respeitar o ambiente (caçador ecológico). Em particular, é necessário ter em conta as seguintes normas de conduta: - O concorrente deve, a todo o momento, estar atento e avaliar as distâncias a que se encontra das estradas e dos imóveis a fim de poder desenvolver normalmente o seu exercício de caça e, em particular, a sua prova;
- O concorrente deverá possuir, na medida adequada, um sentimento de respeito pela propriedade dos outros, sobretudo se considerarmos que habitualmente o exercício de caça tem lugar em terrenos propriedade de terceiros; é necessário, por isso, ter em conta o cuidado com que o concorrente procurará evitar danos tanto aos outros como a si mesmo;
- Ter-se-á em conta a relação entre o caçador e o seu cão e a forma de o conduzir. As reações em caso de faltas graves e de faltas do cão serão, igualmente, avaliadas.
Por segurança e habilidade entender-se-á a observação das normas de segurança no decurso da prova, a fim de não pôr em risco a própria vida e integridade física e a dos outros, assim como o conjunto dos conhecimentos técnicos revelados, tendo em vista o melhor sucesso na prova. Em particular, é necessário ter em conta as normas de conduta seguintes:
- Ter-se-á em conta a forma de transportar a arma quando estiver só ou próximo do júri ou de outros intervenientes na prova;
- Considera-se falta grave o facto de transportar a arma em posição de tiro, tanto mais se o dedo estiver sobre o gatilho;
- Será considerada, também, a atitude que o concorrente adote no momento de saltar uma vala ou transpor um muro ou na proximidade de terrenos perigosos onde será preferível que o caçador retire os cartuchos da arma e verifique os canos;
- Considera-se, também, como falta a utilização da arma para espantar a caça dos arbustos; - Ter-se-á em conta, face ao grau de dificuldade, a conduta do concorrente que tiver sinalizado prontamente a peça e decidido, de uma maneira adequada, fazer o seu percurso em zona arborizada ou mais ou menos acidentada;
- Ter-se-á igualmente em conta, considerando as espécies a caçar, a escolha do tipo de cartucho e da arma que o concorrente utilizar.
Por espírito desportivo entende-se a conduta do caçador em relação à caça e ao seu cão. Em particular, ter-se-ão em conta as normas de conduta seguintes:
- Considerar-se-á negativo o comportamento do concorrente que, após ter ferido uma peça de caça, abandone a sua busca, para ir abater e cobrar as duas peças requeridas, ainda que, de seguida, recupere a primeira peça que havia ferido;
- Considerar-se-á, também, a sua conduta face aos juízes, aos organizadores, e aos outros concorrentes; - Considerar-se-á falta grave o atirar sobre uma peça fora do alcance útil do tiro ou na direção do público; - O júri examinará o estado da caça cobrada para verificar se a mesma não ficou destroçada pelo tiro. 4 – No caso de uma peça doente ou ferida por outro concorrente ser achada pelo cão, o julgamento considerará, somente, a conduta do cão e a peça não contará para o número de peças autorizadas. A peça não deverá ser conservada pelo concorrente mas entregue ao pessoal de serviço que se encontre presente no terreno.
5 – O júri deverá prestar atenção particular ao que poderemos definir como sendo as normas técnicas, tais como, por exemplo: a colaboração entre o concorrente e o seu cão, a capacidade de escolher o melhor terreno a fim de poder, rapidamente, referenciar a caça; o observar do maior silêncio durante o seu percurso para se aproximar o mais possível da caça.
6 – Para além destas normas que poderemos considerar, em princípio, como permitindo o desenrolar do percurso o melhor possível, o júri deverá igualmente ter em conta as técnicas desenvolvidas face ao local da prova, às condições atmosféricas, à natureza do terreno e ao tipo de caça que se presume encontrar.
 
Apreciação do cão
7 – No que concerne à atribuição dos 30 pontos, à disposição do júri para apreciar o comportamento do cão, a ação do sujeito apresentado será avaliada de acordo com os seguintes critérios, por analogia com uma ação de caça:
Ensino 7.1 – O júri apreciará, considerando um máximo de 15 pontos, a associação harmoniosa que deverá existir entre o caçador e o seu cão; julgará nomeadamente a qualidade do ensino do cão; a sua obediência e eficácia; a regularidade da busca; a imobilidade à saída da peça e ao tiro; a forma como marca a queda da peça; a qualidade do seu cobro e o seu dente doce; o respeito pela caça, quer de pêlo, quer de pena, mesmo se a não tiver parado.
Qualidades naturais
7.2 – Igualmente, o júri classificará, num máximo de 15 pontos, a iniciativa do cão e as suas qualidades instintivas para encontrar a caça; o seu estilo que deverá ser inerente à raça, tanto nos andamentos como na paragem e no deslizar; a sua busca e o seu porte de cabeça, as suas faculdades de adaptação ao terreno e a sua prudência face à densidade de caça; a finura do seu nariz.
 
Artigo 17.º TABELA DE CLASSIFICAÇÃO
1 – Com a finalidade de harmonizar os julgamentos entre as diferentes séries, os juízes utilizarão a seguinte tabela de pontos para atribuição das qualificações:
 

CAÇADOR (sobre 50 pontos)
 

INSUFICIENTE
0 – 10
SUFICIENTE
11 - 15
BOM
16 - 29
MUITO BOM
30 - 40
EXCELENTE
41 – 50
 

CÃO (sobre 30 pontos)
 

INSUFICIENTE
0 - 4
SUFICIENTE
5 - 10
BOM
11 – 15
MUITO BOM
16 - 25
EXCELENTE
26 - 30
 
Artigo 18º CLASSIFICAÇÃO
1 – O apuramento dos representantes é feito através da soma dos pontos obtidos nas duas provas, de acordo com o previsto na alínea b), do artigo 8.º;
2 – Em caso de igualdade de pontos na classificação individual a preferência será dada ao concorrente que tenha obtido o melhor resultado na sua apreciação como caçador.
Se, ainda assim, persistir o empate, será dada a preferência ao concorrente que tenha obtido o melhor resultado pela apreciação do seu cão;
3 – Se aplicado o critério estabelecido no n.º anterior ainda persistir o empate realizar-se-á uma “barrage” para desempate;
 
Artigo 19.º RECLAMAÇÕES
1 – Das decisões do júri não haverá apelo;
2 – As reclamações, que não poderão nunca reportar-se sobre os critérios de julgamento seguidos pelos júris, deverão ser feitas por escrito e entregues à FENCAÇA pelo representante da equipa a que o concorrente pertença; 

3 – A reclamação apresentada contra a participação de um concorrente permite, no entanto, a participação do concorrente, sob reserva;
4 – As reclamações serão apresentadas à FENCAÇA até uma hora após o fim da competição;
5 – As reclamações serão assinadas e será colocada a hora da entrega pelo representante da FENCAÇA;
6 – A FENCAÇA tomará a sua decisão sobre a reclamação, nas 48 horas que se seguirem à hora de entrada;
7 – A proclamação dos resultados, em caso de reclamação, será suspensa até à tomada de decisão sobre a reclamação em causa.
 
Artigo 20.º PÚBLICO
1 – O público presente na competição deverá comportar-se de forma correta, sem perturbar o desenrolar das provas, nem manifestar qualquer juízo de valor sobre as mesmas.
Deverá cumprir as indicações à medida que estas forem dadas pelos delegados técnicos, pelos organizadores ou pelo pessoal de serviço. Os transgressores serão afastados do local das provas.